Escarra teus filhos
Na terra infértil,
E gargalha-se todo
em seu sentimento de erva daninha,
diante do homem infame,
Que chora semente boa
Que não germina.
Lambuza-se,
Deliciosamente,
No banquete de almas vazias
E cabeças arrematadas
Em leilão de homens,
Enquanto a mãe chora
O filho vendido á sorte dos desgarrados,
Desgraçados, sem pátria.
Festeja o novo ópio,
Desfilando em procissão,
De cifra em cifra,
Errecifrão.
Aplaude teus filhos fúteis,
Inúteis, cruéis:
Eis que chega tua conquista,
Mundo novo e vida velha,
na sociedade ‘mercenarista’.
Por Ana Laura Berigo Marques

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