terça-feira, 11 de outubro de 2011

Sex, Drugs and Rock and Roll


Dá-me sexo.
Mas antes dá-me amor.
Dá-me aquilo que se despe primeiro a alma
e depois o corpo.
Corpo mente.
Alma me excita,
porque dos olhos, as tais janelas,
não saem nada além do intrínseco.
Dá-me aquilo que,
orgasticamente,
supre minha fome de verdade,
mata minha sede de querência sem fim.
Dá-me, por fim,
aquilo que só se tem entre quem se quer bem.

Dá-me drogas.
Mas nada que eu tenha que dichavar,
ou pesar pra comprar,
ou me furar pra sentir.
Dá-me aqueles olhos que me fazem transcender,
aquele sorriso que me faz psicodélica.  
Dá-me aquilo que é entusiástico
e que só eu posso usar, abusar
e me viciar sem extravio de mim.

Dá-me Rock and Roll.
Dá-me Bossa Nova, MPB, samba de gafieira,
funk carioca, eletrônica da moda, pagode de bairro, rap de morro.
Dá-me trilha sonora completa.
Trilha para amar, para odiar, para sorrir, chorar.
Dá-me tudo, toda hora, de toda intensidade.
Dá-me vida, dá-me gosto, dá-me mundo.
Dá-me você, todo, sempre,
veemente,
ardente,
meu.

Por Ana Laura Berigo Marques



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