terça-feira, 13 de novembro de 2012


Que o tempo ameace, e cumpra.
Que feche e não espere nos abrigar.
Que molhe, que lave, encharque
transborde e que limpe. 
Que o tempo que nos há de vir,
também nos há de convir em segredo,
do doce dos nossos ensejos,
do apetecer de nossas histórias.
Que para ambos não haja tempo ruim, 
nem uma medida de tempo exata. 
Alimentamos um tempo que para, 
uma lembrança que paira, 
uma saudade intacta. 
Conservamos braços para longos abraços 
e milhares de estrelas para nosso cenário. 
Mantemos um segredo, um desejo e um palco, saudoso,
dos passos e pressas dessa bailarina pequena. 
Cultivamos um, dois , três e mais beijos de maça...

Ana Laura Berigo Marques 



Nenhum comentário:

Postar um comentário