Planejar meus desejos,
desejar seus segredos,
secretar esses nossos olhares.
Descobre, entre o querer labirinto,
faminto e inquieto.
Me encobre de rima,
nessa nossa esfrofe interminada.
E infinita.
Indefinida de saudade,
de vontade, de novelo,
de novela, nó e laço.
Enlace.
Quimera só nossa,
cantiga de roda,
cantiga Buarque, verso montenegro,
em negra noite e branca estrela.
Aaaaah, suspiro.
Vem cá,
meu colo em berço,
espera seu conchego.
Encaixa em concha, se ajeita.
Transborda um sorriso,
inspira uma lembrança
de um cheiro, de um gosto,
de uma história de maçã...

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