ora existia, ora não.
Em um raro momento de existência, encontrou-o.
Passou, então, a ser...
em tempo absoluto.
Soube que era, pois se sentia.
Sentia seus pés fora do chão
e estes caminhavam de encontro a ele,
mas ela estava permanecia estática.
Embriaguez sóbria
que a fazia flutuar.
Seu corpo estremecia todo,
como se sentisse frio...
mas sentia o contrário.
Era mistura de pudor com vontade.
Enfim, tornara-se uma contradição sublime.
Seus poucos segundos de existência
não a permitiam entender.
Nem ao menos conseguia tentar compreender.
Compreensão? Ainda não existia, quiçá, um dia.
Estava entorpecida.
Assim que existira, passou a beber subitamente
aquele olhar, que a devorava sem vê-la.
Não a enxergava, mas os olhos dele envolviam-na
a ponto de esquecer quem acabara de ser.
Por Ana Paula Berigo Silva.
(Prima, você é foda! hahaha, te amo pequena!)

Aninha, não conhecia esse seu lado!
ResponderExcluirMuito bom, adorei!
Bjs