quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Alento

Perdidos, entregues
sedentos, inertes.
Puro deleite impuro
de pensamento e silêncio.
Então silencia.
Vem, sente o gosto dessa minha vontade
e se possível,
transcende comigo além de mim.
Possua,
que sua, pertenço toda.
E faz possível
o impossível de ver além desses olhos
que querem tanto bem.
Senta do meu lado,
me conta um caso, 
em acaso,
me faz sorrir, do novo.
Inventa mentiras, 
me esconde verdade ou outra. 
Aceito.
Me dá de presente,
sem embrulho, barulho e pudor
o quente desse seu abraço, 
apertando esse vazio que eu sou.




Por Ana Laura Berigo Marques



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