quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Quanto mais, contumaz.

Secreto-lhe agora 
as falas mudas 
de um pensar só meu.
Tanto se pensa no que passou,
tanto se espera do que jamais será.
Será saudade?
Saudade e só?
Busca, então, respostas
em perguntas vagas
de sentido sóbrio
em embriaguez de sonho.
Posso estar equivocada,
mas não deixo nunca de sonhar.


Por Ana Laura Berigo Marques.



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