Ceder a sede de sentir-me tão sua
a ponto de longe ser só suspiro, sem sossego.
Na pressa do que não passa,
na hora que se arrasta.
No traço de um passo de enlace e embaraço.
No traço de um sonho bom.
Ressequida de um beijo,
volta de enleio,
volta de ensejo,
consumida de desejo e só.
Celebra solene nesse compasso,
dança de estilhaços de um peito que explode solitário.
Volta a ser meu par nessa quadrilha,
dança mansa, tanto canto,
conto de puro som de cedilha.
Sinceramente, quanto tom de insensatez
e som de ésse de saudade
que me toma de embriaguez.
Por Ana Laura Berigo Marques

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