segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Ceder a sede de sentir-me tão sua 
a ponto de longe ser só suspiro, sem sossego. 
Na pressa do que não passa, 
na hora que se arrasta.
No traço de um passo de enlace e embaraço.
No traço de um sonho bom.

Ressequida de um beijo, 
volta de enleio, 
volta de ensejo, 
consumida de desejo e só.

Celebra solene nesse compasso,
dança de estilhaços de um peito que explode solitário. 
Volta a ser meu par nessa quadrilha, 
dança mansa, tanto canto, 
conto de puro som de cedilha. 
Sinceramente, quanto tom de insensatez
e som de ésse de saudade
que me toma de embriaguez. 

Por Ana Laura Berigo Marques 



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