domingo, 10 de março de 2013
Amor ao saber e não saber, amor
Toma a filosofia da falta que eu sinto das suas palavras,
dos seus sorrisos, das nossas saudades
e guarda com o último beijo que eu ainda não te dei
e com as tantas vezes que eu te chamei baixinho antes de dormir,
sem você me ouvir e vir me ver.
Toma a filosofia dos meus olhos que caçam o seus
e que conservam tantos olhares tão nossos
e guarda com a minha vontade de falar pra você
que eu sinto sua falta.
Toma a filosofia das noites que eu sonhei com você
e dos dias que eu passei esperando você me chamar,
sem resposta, só vontade, sufocando essa saudade
e me fazendo ter uma vontade louca de te procurar.
Toma a filosofia dos sentimentos que escondi pra não me sentir tão sua
e não sofrer quando você partir
e guarda com a dor que eu ainda sinto
e com as vezes que eu menti, porque queria sim me entregar.
Toma a filosofia dos meus versos que são seus,
porque você sabe do que eu falo
e guarda com todos os outros em que te escrevi
pra tentar arrancar aqui de dentro
esse sentimento frágil e débil que descompõe o meu pensar.
Toma a filosofia da minha última tentativa de revelar meus pormenores,
nessa história sem final, ainda querendo, ainda esperando
e guarda com meu aguardo, meu apeteço
meu embaraço, de querer tanto e não poder.
Por Ana Laura Berigo Marques
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