E tentava rabiscar linhas afins,
novas estórias, novas quimeras,
novos velhos fins.
Nada saia,
a palavra escondia,
então nada se lia,
nessa palavra calada,
encantoada na lembrança
que canta e dança,
sozinha, rindo e suspirando de si.
E por que rouba minhas letras,
e brinca com as minhas linhas,
com olhos de infinito
e saudade em estrofe?
Rima minha rima,
me ganha, sempre,
sempre me fascina.
Olha cá de novo seus versos,
gritados no escuro,
tentando alcançar seus ouvidos,
seus sonhos, seus lençóis,
seu eu tão meu,
no resgate do cobertor de estrelas
que numa noite terna-eterna , nos acolheu.
Por Ana Laura Berigo Marques

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