E insisto que digo,
Sem dizer,
Mas dizendo além do que devia...
É o mal do pensamento incontrolável,
Da boca insaciável,
Do querer excelso...
E sequioso segue.
E outrora,
De tanta aprazível aurora,
Cedo à sede que, insensata,
Maldosa, mata...
E cortês, desfila em fila
em minha desorientação.
Prazeroso e constante se fez...
Não se faça desentendido,
No sentido de sentir-me...
Se minha cortina se abre aos poucos,
É para encantá-lo pelas beiradas
E arrebatá-lo, irrevogável, em grand finale...
De bastidores, e espetáculo,
Descobre o que eu sou,
Mulher, artista, silêncio...
Por Ana Laura Berigo Marques
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